Foz do Iguaçu sedia encontro histórico da ONU para definir resposta a desastres naturais

Evento reúne cerca de 250 especialistas de 47 países e vai elaborar documento internacional com diretrizes para atuação em emergências climáticas

Foz do Iguaçu sedia, desde segunda-feira (6), um encontro internacional da Organização das Nações Unidas (ONU) voltado à definição de estratégias de resposta a desastres naturais. A programação segue até esta sexta-feira (10) e reúne cerca de 250 especialistas de 47 países.

Os debates são promovidos pelo Grupo Consultivo Internacional de Busca e Resgate (INSARAG), organismo da ONU especializado em operações de busca, salvamento e ajuda humanitária em situações de emergência, especialmente após terremotos. Atualmente, o grupo reúne representantes de 90 países.

Esta é a primeira vez que o encontro do INSARAG é realizado no continente americano e marca um passo importante no processo de credenciamento da equipe brasileira BRA-01, principal força-tarefa de Busca e Resgate Urbano em Estruturas Colapsadas (USAR), formada pela união dos Corpos de Bombeiros de Minas Gerais, São Paulo e Paraná, que integrará oficialmente a rede internacional.

Segundo o comandante-geral do Corpo de Bombeiros do Paraná, coronel Antônio Geraldo Hiller Lino, a certificação da equipe brasileira deve ser concluída em 2028. “Começamos a mostrar toda a nossa preparação, toda a nossa capacidade técnica e organização para que essa classificação flua com tranquilidade. Em 2028 esperamos ter a primeira equipe brasileira efetivamente vinculada ao INSARAG”, afirmou.

Enquanto o processo de certificação avança, dez bombeiros do Paraná já participam de uma missão de apoio à Venezuela, país atingido por terremotos no mês de junho.

Durante o encontro, as equipes também participaram de treinamentos no Canal da Piracema, na Itaipu Binacional, onde a forte correnteza é utilizada para simular situações reais de resgate em áreas alagadas.

Ao final da programação, o encontro deverá consolidar a chamada Declaração de Foz do Iguaçu, documento internacional que servirá de referência para ações humanitárias em todo o mundo nos próximos cinco anos.

Foto: Agência Brasileira de Cooperação

da Redação

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