A Ponte da Integração entra em uma nova fase de preparação para assumir um papel mais estratégico na ligação entre Brasil e Paraguai.
Ao anunciar a ampliação gradual das operações a partir de 3 de agosto, a Receita Federal também revelou que a Alfândega de Foz do Iguaçu já trabalha para a futura operação integral da travessia, com planejamento de equipes para funcionamento ininterrupto.
O reforço na estrutura faz parte da estratégia adotada pelos órgãos brasileiros que integram a Comissão Mista Brasileiro-Paraguaia para transformar a nova ponte no principal corredor de circulação de cargas e parte do transporte internacional de passageiros.
Enquanto o cronograma amplia o uso da Ponte da Integração por veículos de cargas menores, ônibus urbanos internacionais, linhas regulares e ônibus de turismo, a Receita Federal destaca que a preparação vai além das mudanças operacionais. A meta é deixar a estrutura aduaneira pronta para atender a demanda quando a ponte estiver funcionando em sua capacidade máxima.
Apesar do avanço do lado brasileiro, a operação completa ainda depende da conclusão das obras de infraestrutura no Paraguai. O principal obstáculo é a finalização do acesso viário que permitirá retirar o tráfego pesado da área urbana de Presidente Franco, criando um corredor adequado para caminhões de grande porte.
Até que essa etapa seja concluída, a utilização da ponte continuará sendo ampliada de forma gradual. A partir de agosto, veículos utilizados no transporte de cargas menores deverão acessar o Brasil e realizar a travessia em lastro exclusivamente pela Ponte da Integração, entre 7h e 19h. O retorno carregado continuará sendo feito pela Ponte da Amizade.
O novo cronograma também libera a utilização da estrutura para ônibus do transporte urbano internacional de bairro, linhas internacionais regulares e ônibus de turismo em circuito fechado, além de ampliar o horário de circulação dos caminhões em lastro.
Segundo a Receita Federal, a estratégia busca distribuir melhor o fluxo de veículos entre as duas pontes internacionais, reduzir a concentração de tráfego na Ponte da Amizade e preparar a fronteira para um modelo logístico mais eficiente, sem comprometer o controle aduaneiro.
Com a expansão gradual das operações, a expectativa é que a Ponte da Integração assuma, nos próximos anos, papel central na movimentação de cargas entre Brasil e Paraguai, fortalecendo o comércio internacional, a fiscalização de fronteira e a integração logística da região trinacional.
Redação com agência.
