Associação argentina de turismo lança campanha #MenosFila
O objetivo principal é sensibilizar o governo federal argentino sobre a necessidade de mudar o formato atual de imigração para os turistas estrangeiros que viajam do Brasil para a Argentina.
A Associação de Agências de Viagens de Iguazú (ADAVI) manifestou seu total apoio a todas as iniciativas que buscam encerrar as demoras registradas diariamente no Centro de Fronteira da Ponte Internacional Tancredo Neves. A entidade reafirmou a necessidade urgente de avançar em direção a uma fronteira mais moderna, eficiente e preparada para o crescimento do turismo regional.
Por meio de um comunicado oficial, a instituição lembrou que as agências receptivas convivem diariamente com esse problema, ao lado de milhares de turistas nacionais e internacionais que visitam as Cataratas e a região das Três Fronteiras.
Há vários anos, a ADAVI mantém reuniões e apresenta propostas à Direção Nacional de Migrações da Argentina para otimizar os controles fronteiriços, sem deixar de lado a segurança do posto internacional. Nesse sentido, a associação voltou a colocar em pauta quatro medidas concretas que considera fundamentais para reduzir o tempo de espera: a pré-carga digital de passageiros; a eliminação da dupla inserção de listas de passageiros; o aumento do número de funcionários na Imigração e a criação de processos diferenciados para agências devidamente habilitadas.
Para a ADAVI, essas ferramentas permitiriam agilizar significativamente a entrada e a saída de visitantes, otimizando a experiência de quem chega ao destino e melhorando a operacionalidade das empresas turísticas.
A entidade sustentou que as demoras na fronteira já geram consequências diretas sobre a atividade econômica, pois afetam a experiência do visitante, elevam os custos de operação das agências, dificultam a comercialização de excursões e reduzem a competitividade frente a outros destinos turísticos. As filas na fronteira prejudicam toda a economia regional, destacou a instituição, reiterando sua disposição para trabalhar em conjunto com órgãos públicos e instituições da Argentina e do Brasil para alcançar soluções definitivas.
Finalmente, a ADAVI considerou que a modernização do passo fronteiriço deve se transformar em uma política estratégica para acompanhar o crescimento do turismo, fortalecer a integração entre os dois países e garantir um sistema migratório mais ágil, eficiente e condizente com a importância internacional da região.
Crise e burocracia na fronteira
A discussão sobre o controle aduaneiro se arrasta por anos entre diferentes mandatos sem que nenhuma solução real saia do papel. Na alta temporada, as filas para entrar em Puerto Iguazú ficam quilométricas e superam quatro horas de espera, afastando os turistas brasileiros. Esse público é o principal motor da economia local, historicamente atraído por restaurantes refinados que encantam pela qualidade das carnes e pratos ricos em especiarias tradicionais.
Para piorar, as recentes medidas de forte ajuste econômico e austeridade fiscal do governo federal argentino sufocaram o comércio da região fronteiriça. Atualmente, até mesmo os supermercados locais registram baixa movimentação, já que a inflação interna e o custo de vida caríssimo impedem os próprios residentes de consumir.
Redação portal com informações La voz de Cataratas
Foto: Divulgação
