Foz do Iguaçu acelera transformação para se consolidar como Destino Turístico Inteligente

Movimento une governança, sustentabilidade e inovação para elevar a experiência de moradores e visitantes ao padrão internacional de excelência

Consolidação como Destino Turístico Inteligente

Foz do Iguaçu está redesenhando sua identidade econômica e social. Muito além das águas monumentais que atraem milhões de visitantes, a cidade vive uma metamorfose silenciosa e estratégica para se consolidar como um Destino Turístico Inteligente (DTI). O Movimento Foz do Iguaçu – Turismo Inteligente, Sustentável e Inovador é o coração dessa mudança, funcionando como uma instância de governança supra-governamental que une organizações públicas, privadas e o terceiro setor em torno de um propósito comum: elevar a experiência de quem visita e a qualidade de vida de quem mora na fronteira.

Essa jornada, iniciada formalmente em 2022, não é apenas um selo de marketing, mas uma mudança profunda de paradigma. O conceito de DTI baseia-se em cinco pilares fundamentais: governança, inovação, tecnologia, sustentabilidade e acessibilidade. Em Foz, essa estratégia foi abraçada pelo Sebrae, pela Prefeitura Municipal e pelos Conselhos de Turismo (COMTUR) e de Ciência, Tecnologia e Inovação (CMCTI), culminando na melhor classificação nacional no edital DTI Brasil do Ministério do Turismo em 2023.

Um Histórico de Excelência e Reconhecimento Internacional

O reconhecimento da maturidade de Foz do Iguaçu veio rápido. Em 2024, durante a Feira Internacional de Destinos Inteligentes (FIDI) em Curitiba, o município foi premiado em duas categorias do Prêmio Ibero-Americano de Destinos Turísticos. Projetos como o “Conecta Igu”, do Itaipu Parquetec, e a Jornada de Formatação de Produtos de Experiência, do Sebrae, colocaram a cidade no topo do ranking de inovação. Além disso, o diagnóstico de maturidade aplicado pelo Sebrae conferiu ao destino a pontuação de 81,7 — a maior média nacional já registrada.

Essa pontuação posicionou Foz como um “DTI em Transformação”, um título que exige responsabilidade e continuidade. Para garantir que essa evolução seja sustentável nos próximos cinco anos, o Movimento construiu um Mapa Estratégico participativo. Esse documento é a bússola que orienta a criação de soluções criativas, como a agenda cultural integrada, o mapeamento de artistas locais e a estruturação de um sistema integrado de trilhas, que valoriza o patrimônio natural para além do Parque Nacional do Iguaçu.

Governança em Rede: O Motor da Transformação

O retorno das atividades em 2026, marcado pelas reuniões iniciadas em fevereiro, demonstra que a governança em rede é o grande diferencial iguaçuense. O Movimento não depende de gestões políticas isoladas; ele é sustentado por uma aliança estratégica que envolve instituições de peso como a Unioeste, IFPR, Unifoz, Codefoz, Itaipu Parquetec e diversas empresas do trade turístico, como o Grupo Cataratas e a MMC Turismo. “A governança em rede é o que nos permite pensar Foz do Iguaçu para além do curto prazo. Conseguimos reunir academia, setor produtivo e conselhos para desenhar um destino que integra moradores e visitantes em harmonia. É um esforço colaborativo que gera subsídios reais para políticas públicas como o Plano Diretor e o Plano Municipal de Turismo”, destaca Maisa Silvestre, do Sebrae Foz.

Atualmente, o Movimento se divide em quatro Grupos de Trabalho (GTs) essenciais que se reúnem mensalmente:
Governança e Segurança: Alinhando o Guia de Segurança Trinacional às diretrizes globais;
Sustentabilidade e Mobilidade: Focado na acessibilidade e no transporte inteligente;
Experiência e Criatividade: Unindo turismo, cultura e economia criativa;
Tecnologia e Promoção: Utilizando inteligência artificial e marketing de dados para posicionar o destino.

O Futuro: Sustentabilidade e Qualidade de Vida

A visão de futuro para 2030 é clara: Foz do Iguaçu deve ser reconhecida internacionalmente como um destino de turismo de natureza, criativo e inteligente. Isso passa pela valorização constante do Parque Nacional do Iguaçu, sob a gestão coordenada do ICMBio, mas também pela requalificação de espaços urbanos, como o Bosque Guarani, que se tornou referência em sustentabilidade e lazer contemplativo para a comunidade local.

Eventos consolidados como o FIT Cataratas e o Hackatour continuam sendo vitrines fundamentais para essa estratégia, atraindo talentos e gerando pesquisas que alimentam o ecossistema de inovação. Ao final desta jornada de certificação, o maior ganho de Foz do Iguaçu não será apenas o título de Destino Inteligente, mas a construção de uma cidade mais acolhedora, eficiente e preparada para as próximas gerações de moradores e viajantes de todo o mundo.

Redação: Silvana Canal

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