Rota Turística da Grande Reserva Mata Atlântica avança como novo polo de turismo sustentável
Proposta cria uma rota integrada entre Paraná, Santa Catarina e São Paulo, estruturando atrativos, protegendo a biodiversidade e impulsionando o desenvolvimento das comunidades do território.
A criação da Rota Turística Grande Reserva Mata Atlântica deu um passo importante com a defesa do avanço do PL 3040/24, que propõe transformar uma das maiores áreas contínuas de mata preservada do planeta em um destino estruturado de turismo sustentável. A iniciativa abrange municípios do Paraná, Santa Catarina e São Paulo, reunindo cerca de 3 milhões de hectares de ambientes naturais conservados, montanhas, cavernas, cachoeiras, manguezais, praias e uma das biodiversidades mais ricas do mundo.
O projeto, de autoria do senador Flávio Arns, busca consolidar um dos maiores contínuos de Mata Atlântica preservada no mundo como destino estruturado de turismo sustentável.
A região, que articula hoje governos, iniciativa privada e comunidades de forma voluntária, poderá ganhar novo impulso ao se tornar política pública. O projeto prevê apoio federal para a gestão, promoção e estruturação dos atrativos, fortalecendo ações conjuntas entre estados e municípios e valorizando a vocação natural dos territórios para o turismo de natureza. “Esta rota representa um patrimônio extraordinário, capaz de unir conservação ambiental, geração de renda e a projeção da Mata Atlântica como destino sustentável reconhecido nacional e internacionalmente”, destacou o relato, deputado federal Vermelho (PP-PR).
O texto também ressalta o potencial de impacto direto para regiões como o Oeste do Paraná, onde cidades lindeiras ao Parque Nacional do Iguaçu poderão ampliar oportunidades econômicas ao mesmo tempo em que fortalecem a preservação da Mata Atlântica — base de grande parte da riqueza ambiental local.
Além disso, o debate sobre o projeto recupera um ponto central: apesar do valor ambiental global da região, muitos municípios que compõem a Grande Reserva ainda apresentam baixos índices de desenvolvimento humano. Para os defensores da proposta, consolidar a rota turística é uma forma de transformar biodiversidade em oportunidade concreta para as comunidades, alinhando conservação, bem-estar e competitividade.
