Semana de frio extremo na Argentina congela a Patagônia
Com uma temperatura de -18,4 °C em Rio Negro celebra episódio gelado e surpreende o país
Durante a última semana, a Argentina enfrentou uma onda de frio intensa que alternou entre paisagens nevadas e temperaturas recordes, especialmente na Patagônia. Em Rio Negro, os termômetros despencaram a impressionantes -18,4 °C, registrando uma das mais baixas temperaturas já vistas na região. A província de Río Negro está localizada na região centro-sul da Argentina, integrando a vasta e gelada Patagônia. Seu território se estende desde as margens do Oceano Atlântico, a leste, até a Cordilheira dos Andes, a oeste, fazendo divisa com a província de Neuquén. A capital provincial é Viedma, situada na parte oriental.
O fenômeno climático, marcado pela chegada de uma massa de ar polar de alta intensidade, colocou 11 províncias em alerta, com temperaturas bem abaixo de zero também em Neuquén e Chubut. A Patagônia virou cenário de rios congelados, estradas tomadas por geada e nevascas que surpreenderam até regiões costeiras como Buenos Aires.
Autoridades do Serviço Meteorológico Nacional (SMN) emitiram alertas amarelos e laranjas para grande parte do sul do país, recomendando cuidados redobrados com a população vulnerável durante esse período crítico.Com o fim da massa ativa de frio, projeta-se uma elevação gradual das temperaturas nas próximas 48 horas, mas o resfriamento ainda promete ser significativo, mantendo as mínimas negativas durante o fim de semana .
Esse evento reforça a necessidade de estar preparado para variações extremas do clima, especialmente em regiões de altitude e proximidade com a cordilheira. As imagens de rios congelados e a cobertura branca surpreendem e mostram um lado da Argentina que poucos têm a chance de vivenciar — uma natureza que esfria, mas também hipnotiza.
