Brasil faz parte de fórum no Chile para enfrentar comércio ilícito e crime organizado

Seminário reúne líderes do setor público e privado, sociedade civil e organizações internacionais para debater soluções conjuntas

A comitiva brasileira marcou presença no Seminário sobre Comércio Ilícito e Crime Organizado, realizado em Santiago pelo OEA, CNC, OCDE e ICAIE. O encontro abriu espaço para trocar experiências entre representantes de governos, empresas e academia, e trouxe à tona os desafios das economias ilícitas que financiam redes criminosas transnacionais.

Para Gastón Schulmeister, diretor do Departamento contra o Crime Organizado Transnacional da OEA, a colaboração multissetorial é vital: “A luta contra as economias ilícitas exige esforços integrados do setor público, do privado e da sociedade civil, conforme nossa Estratégia Hemisférica de 2021.”

Luciano Stremel Barros, presidente do IDESF, destacou problemas crescentes como o mercado de cigarros contrabandeados, estimado em 50% do consumo no Chile, e o tráfico de medicamentos. Ele ressaltou que, embora o país enfrente ameaça menor que vizinhos, já mapeou rotas que vêm do Paraguai e da Bolívia.

Edson Vismona, do Fórum Nacional contra Pirataria, ressaltou a importância de 12 propostas entregues às candidatas à presidência do Chile. Entre elas, o fortalecimento da cooperação público-privada e a adoção de tecnologias modernas para rastrear redes de financiamento e frear a entrada de drogas e armas nos portos.

LEGENDA: Gastón Schulmeister, Diretor do Departamento contra o Crime Organizado Transnacional da OEA e Luciano Stremel Barros, Presidente do IDESF.
Com assessoria

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