Receita Federal testa identificação de pedestres pela palma da mão na Ponte da Amizade
Projeto-piloto será realizado de 1º a 31 de outubro; tecnologia cria registro biométrico das travessias e poderá auxiliar na fiscalizações na fronteira com o Paraguai
A Receita Federal iniciou nesta quinta-feira (1º) os testes de um sistema de identificação biométrica pela palma da mão na Ponte Internacional da Amizade, em Foz do Iguaçu, na fronteira com Ciudad del Este, no Paraguai. O projeto-piloto será realizado até 31 de outubro de 2026.
A tecnologia, apresentada pela Receita Federal na quarta-feira (30), utiliza características biométricas da palma da mão para registrar a passagem de pedestres que entram no Brasil. Nesta primeira etapa, o sistema será aplicado a pessoas que atravessam a fronteira a pé, vindas do Paraguai.
Para participar do procedimento, os viajantes utilizam totens instalados na aduana, que realizam a leitura da palma da mão sem a necessidade de contato físico com o equipamento. O registro permite identificar posteriormente a repetição de uma passagem pela fronteira.
De acordo com as informações apresentadas pela Receita Federal, nesta fase de testes a biometria não está vinculada ao Cadastro de Pessoas Físicas (CPF). Dessa forma, o sistema registra a passagem e consegue reconhecer a mesma biometria em uma nova travessia, mas não associa automaticamente a palma da mão à identidade civil do viajante.
O projeto pretende avaliar aspectos tecnológicos e operacionais da ferramenta, além de questões jurídicas e relacionadas à proteção de dados. A Receita Federal também avalia o potencial da tecnologia para agilizar a passagem de pedestres e auxiliar no direcionamento da fiscalização aduaneira.
Durante o teste, os viajantes que não tiverem mercadorias a declarar ou estiverem dentro da cota de isenção poderão utilizar os totens para registrar a passagem. Quem estiver transportando produtos que necessitem de declaração deverá seguir os procedimentos específicos da aduana.
A iniciativa integra o projeto “Fronteira Inteligente” e conta com a participação do Itaipu Parquetec, por meio do convênio Muralha Inteligente, no processo de validação técnica das tecnologias utilizadas.
Após o período de testes, previsto para terminar em 31 de outubro, os resultados serão avaliados pela Receita Federal para definir os próximos passos da utilização da tecnologia na fronteira.
Foto: Marcos Labanca/ Reprodução H2Foz.
