A concessão do Marco das Três Fronteiras impulsiona economia de Foz com projeção de R$ 1,1 bilhão
Dez anos após o início da parceria com o Grupo Cataratas, o atrativo registra aumento de 315% na visitação e se consolida como motor de desenvolvimento e arrecadação tributária
A concessão do Marco das Três Fronteiras à iniciativa privada, firmada em 2015 entre a Prefeitura de Foz do Iguaçu e o Grupo Cataratas, transformou-se em um dos cases de maior sucesso na gestão pública do turismo brasileiro. Dez anos após o início da operação profissional, o espaço já movimentou cerca de R$ 483 milhões na economia local, com uma projeção ambiciosa de atingir a marca de R$ 1,1 bilhão até o ano de 2030.
O modelo de gestão compartilhada garante que o município mantenha a titularidade do espaço, enquanto a concessionária assume os investimentos e a manutenção rigorosa. De acordo com estudos socioeconômicos, a arrecadação anual média em tributos municipais, estaduais e federais gira em torno de R$ 3,2 milhões. Além disso, os repasses diretos ao município, via outorga, já ultrapassaram os R$ 5 milhões na última década, com expectativa de atingir R$ 4 milhões anuais em 2030.
O prefeito de Foz do Iguaçu, General Silva e Luna, ressalta que o planejamento de longo prazo foi fundamental para saltar de 120 mil para meio milhão de visitantes ao ano. “Nosso papel é garantir que esse crescimento seja sustentável, modernizando a infraestrutura e valorizando nossa história e soberania”, destaca o prefeito.
Para o secretário de Turismo, Jin Petrycoski, “a concessão permitiu qualificar a experiência turística e, ao mesmo tempo, garantir retorno ao município. É um modelo que fortalece o destino, tanto na oferta turística quanto nos aspectos de valorização social e econômica”.
Transformação urbana e impacto social na região
Os benefícios da parceria público-privada transbordam os limites do atrativo e impactam diretamente o bairro Porto Meira. A revitalização do Marco promoveu a requalificação de vias, aumento da segurança e um forte crescimento imobiliário no entorno. No campo trabalhista, o empreendimento prioriza a contratação local, oferecendo uma remuneração 34% superior à média nacional para empresas do mesmo porte.
A diretora de operações, Jurema Fernandes, enfatiza que o Marco se consolidou como um centro de valorização cultural e revitalização regional. Atualmente, o atrativo mantém gastos anuais de R$ 15 milhões com fornecedores, sendo que 65% desses recursos ficam em Foz do Iguaçu e 85% no Paraná, fortalecendo a cadeia produtiva local.
Recordes de público e novos investimentos para 2026
O crescimento turístico é visível nos dados: em 2016, o local recebeu 120.869 pessoas, saltando para 500.976 em 2025 — um aumento expressivo de 315%. O fôlego continua em 2026, que já iniciou com o melhor mês de janeiro da história do atrativo, contabilizando aproximadamente 72 mil visitantes.
Para manter o ritmo de crescimento, novas obras estão previstas para este ano. O cronograma inclui a conclusão da revitalização do “Espaço das Américas” e a implantação de rampas e elevadores para otimizar a acessibilidade. Com investimentos contínuos, o Marco das Três Fronteiras reafirma seu papel como um pilar econômico e um símbolo de modernidade e integração para o destino Foz do Iguaçu.
redação com assessoria
