Taxa de Preservação Ambiental em Fernando de Noronha tem reajuste de 4,4% e impacta orçamento dos turistas

Atualização anual aumenta custo diário da visita ao arquipélago, com objetivo de preservar a natureza exuberante

Os turistas que planejam conhecer o paraíso natural de Fernando de Noronha em 2026 sentirão no bolso o recente reajuste da Taxa de Preservação Ambiental (TPA). A partir de 1º de janeiro, o valor diário da taxa passou a R$ 105,79 por dia, um aumento de 4,4% em relação aos R$ 101,33 cobrados anteriormente.

A TPA é cobrada de forma individual e progressiva, ou seja, quanto mais tempo de permanência no arquipélago, maior o total pago ao final da estadia. Governador de Noronha Essa atualização está prevista por lei e é feita automaticamente com base na variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), conforme determina a legislação que regula a taxa.

Criada pela Lei nº 10.403, de 29 de dezembro de 1989, a TPA tem como finalidade custear ações de preservação ambiental, ajudando a manter as praias, trilhas e ecossistemas do arquipélago em condições ideais para visitantes e moradores.

O pagamento pode ser feito antes da viagem, pela internet, por meio do site oficial do Distrito Estadual de Fernando de Noronha, ou diretamente no aeroporto no desembarque — opção recomendada por agentes de turismo para agilizar a entrada na ilha. Visitantes que utilizam cartão de crédito emitido fora do Brasil, no entanto, devem quitar a taxa presencialmente no aeroporto local.

Para muitos viajantes, a TPA é uma das maiores despesas da visita, ao lado de passagens aéreas e hospedagem. Apesar disso, a taxa é vista por gestores locais e especialistas como ferramenta essencial para controlar o fluxo de turistas e proteger o frágil ecossistema da ilha, que abriga espécies únicas e paisagens naturais de grande valor ambiental.

Especialistas em turismo sustentável destacam que ajustes periódicos como este são comuns em destinos que dependem fortemente da natureza e precisam equilibrar preservação e desenvolvimento econômico. O índice de reajuste de 4,4% reflete, segundo técnicos, a necessidade de acompanhar a inflação e garantir recursos para manutenção das ações ambientais sem desestimular o turismo responsável.

Além da TPA, quem visita Noronha também deve considerar outros custos, como o ingresso para o Parque Nacional Marinho, que também foi atualizado recentemente e é cobrado à parte para acesso a trilhas e praias protegidas.

Com o novo valor em vigor, turistas e operadores do setor turístico agora recalculam orçamentos para 2026, ponderando os impactos da taxa no planejamento de viagens a um dos destinos mais desejados do Brasil.

Redação com agência
Foto: Internet

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