Celso Sabino comunica saída do Ministério do Turismo a Lula
Ministro prepara saída após ultimato do União Brasil; balanço de sua gestão inclui avanços na promoção internacional do setor
O ministro do Turismo, Celso Sabino, comunicou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que entregará sua carta de demissão assim que o chefe do Executivo retornar de Nova York, onde participa da Assembleia Geral da ONU. A expectativa é que o encontro ocorra já no dia 25 de setembro, em Brasília.
Sabino assumiu o Ministério em agosto de 2023, indicado pela bancada do União Brasil, e deixa o cargo em meio a uma reconfiguração política. O partido, que ocupava pastas estratégicas no governo, determinou a saída de seus filiados da Esplanada após pressões internas e denúncias que atingiram dirigentes da legenda.
Durante pouco mais de um ano à frente da pasta, o ministro teve como destaque a promoção internacional do turismo brasileiro, com especial atenção à preparação de Belém como sede da COP 30, evento global que deve impulsionar a visibilidade da região amazônica.
Sua gestão, no entanto, foi marcada por tensões políticas. Setores do governo reclamavam da pouca fidelidade do União Brasil nas votações do Congresso, mesmo com Sabino no comando do Turismo. A decisão de sua saída segue a mesma linha da exoneração de Daniela Carneiro, também deputada do União, que deixou o cargo nos primeiros meses do governo.
Com a saída, Sabino se torna o 13º ministro a deixar o governo Lula e o terceiro do Centrão a se afastar. Ele retorna à Câmara dos Deputados, onde mantém mandato até 2026, e já articula sua candidatura ao Senado, apostando na visibilidade conquistada no Ministério.
Ex-líder da maioria na Câmara no governo Bolsonaro e com histórico de atuação em diferentes partidos, Sabino deixa o comando do Turismo em um momento de expansão do setor. Dados recentes apontam que o Brasil vive recuperação expressiva na chegada de visitantes internacionais, movimentando destinos de norte a sul.
Enquanto o governo prepara um novo nome para assumir a pasta, o setor turístico aguarda definições para manter o ritmo de crescimento e garantir que agendas estratégicas, como a promoção da imagem do país no exterior e o fortalecimento do turismo interno, não percam continuidade.
Silvana Canal – Com assessorias
