Hoje é dia de rock, bebê: a história e a alma rebelde de um gênero que nunca envelhece

Celebrado em 13 de julho, o Dia Mundial do Rock homenageia um dos estilos mais apaixonantes e revolucionários da música — um hino à liberdade, à poesia e à juventude eterna

Por mais que o tempo passe, ele continua soando alto nas guitarras e batidas aceleradas dos corações: o rock and roll. Neste domingo, 13 de julho, o mundo e o Brasil — celebra o Dia Mundial do Rock, uma data que, apesar de não ser oficial em outros países, aqui virou tradição, quase como um ritual de rebeldia e nostalgia coletiva. A homenagem remonta ao histórico festival beneficente Live Aid, realizado em 1985 para arrecadar fundos contra a fome na Etiópia, com shows simultâneos em Londres e na Filadélfia. Foi lá que Phil Collins, que se apresentou nos dois continentes no mesmo dia, sugeriu: “13 de julho deveria ser o dia do rock”. Por aqui, nós tomamos a ideia para nós — afinal, como diria Christiane Torloni, em um bordão que virou meme em 2011: “Hoje é dia de rock, bebê!”

O rock nasceu como grito de liberdade. Misturando gospel, blues e country, e ganhando nome com Sister Rosetta Tharpe — a “mãe do rock” — e popularidade com Chuck Berry, considerado o “pai do rock and roll”, ele logo conquistou gerações com sua simplicidade melódica, seu ritmo contagiante e suas letras ora poéticas, ora contestadoras. “O rock não é só um ritmo — é uma atitude”, definiu Raul Seixas, um dos maiores nomes brasileiros do gênero, também chamado de “pai do rock nacional”. Aqui, nomes como Rita Lee, Cazuza, Renato Russo, Cassia Eller, Legião Urbana, Titãs e tantos outros deram voz às inquietações de uma geração, tornando-se eternos. Como disse certa vez Renato Russo: “O rock é uma forma de questionar o mundo, de não aceitar as coisas como são.”

O Brasil, aliás, ocupa um lugar especial nessa paixão coletiva: segundo pesquisas, quase 28% dos brasileiros consomem rock pelo menos uma vez por semana, e a geração dos anos 80 colocou bandas como Barão Vermelho, Capital Inicial, Engenheiros do Hawaii, Paralamas do Sucesso e Lobão no topo das paradas — muitos deles ainda na ativa, mantendo o rock vivo nos palcos e corações.

Mais que um som feito de guitarra, baixo, bateria e voz, o rock é movimento, poesia, liberdade, juventude — ainda que você já não seja tão jovem. Ele embala multidões, emociona e transforma. Ou, como dizia Rita Lee: “O rock é a minha religião.” Neste 13 de julho, ligue o som, aumente o volume e lembre-se: ainda há muito o que viver ao som do bom e velho rock and roll.

texto: Silvana canal MKT
Foto: Ilustração

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *