{"id":6408,"date":"2021-08-03T17:01:37","date_gmt":"2021-08-03T20:01:37","guid":{"rendered":"https:\/\/silvanacanal.wordpress.com\/?p=6408"},"modified":"2021-08-03T17:01:37","modified_gmt":"2021-08-03T20:01:37","slug":"com-cores-simbolos-e-mistura-de-povos-cleise-vidal-pinta-quadros-sobre-as-sutilezas-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/silvanacanal.com.br\/index.php\/2021\/08\/03\/com-cores-simbolos-e-mistura-de-povos-cleise-vidal-pinta-quadros-sobre-as-sutilezas-do-mundo\/","title":{"rendered":"Com cores, s\u00edmbolos e mistura de povos, Cleise Vidal pinta quadros sobre as sutilezas do mundo"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em>Com experi\u00eancias internacionais, como Espanha e Indon\u00e9sia, a artista aproxima diversas culturas em telas \u00fanicas<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignright size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/silvanacanal.files.wordpress.com\/2021\/08\/whatsapp-image-2021-08-03-at-15.18.40.jpeg?w=1024\" alt=\"\" class=\"wp-image-6411\" width=\"342\" height=\"227\" srcset=\"https:\/\/silvanacanal.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/whatsapp-image-2021-08-03-at-15.18.40.jpeg 1280w, https:\/\/silvanacanal.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/whatsapp-image-2021-08-03-at-15.18.40-300x200.jpeg 300w, https:\/\/silvanacanal.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/whatsapp-image-2021-08-03-at-15.18.40-1024x682.jpeg 1024w, https:\/\/silvanacanal.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/whatsapp-image-2021-08-03-at-15.18.40-768x512.jpeg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 342px) 100vw, 342px\" \/><figcaption>Corpos femininos em evid\u00eancia, misticismo e natureza comp\u00f5em grande parte dos quadros de Cleise Vidal. Fotos: Welyton Manoel<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Imagine estar a quase 17 mil quil\u00f4metros de sua cidade natal e encontrar semelhan\u00e7as em uma cultura que te fazem se sentir em casa? Mesmo t\u00e3o grande,<strong> o planeta Terra ainda tem um jeito de aproximar povos distinto<\/strong>s. Foi isso que descobriu Cleise Vidal, a entrevistada da semana da s\u00e9rie Artistas do Igua\u00e7u, quando esteve na Indon\u00e9sia e encontrou caracter\u00edsticas que a fizeram lembrar de Foz do Igua\u00e7u, onde nasceu, e da regi\u00e3o da tr\u00edplice fronteira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pintora insere nos quadros tudo o que experimentou e vivenciou em diferentes lugares do mundo, para assim <strong>transformar filosofias de vida em arte. Co<\/strong>m muita cor, pinta corpos femininos, como s\u00edmbolos para tentar dar significado a dois extremos que ali se encontram: for\u00e7a e fragilidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Busca pela identidade<\/strong><br>Natural de Foz do Igua\u00e7u, hoje, aos 39 anos, pela primeira vez vive e trabalha com o que ama na cidade onde nasceu. Isso s\u00f3 foi poss\u00edvel a partir de 2017, quando retornou para finalmente deixar uma marca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desde crian\u00e7a sempre foi apaixonada pelos desenhos e por fazer arte. Seguiu o sonho mudando-se para Curitiba, ainda aos 18 anos, para estudar e se aproximar daquilo que tanto queria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cNa \u00e9poca n\u00e3o t\u00ednhamos muitas op\u00e7\u00f5es de cursos ou meios aqui em Foz. Em Curitiba, eu estudei Designer Gr\u00e1fico, que era o mais pr\u00f3ximo de Belas Artes. Quando terminei o curso, ainda queria continuar nessa busca por realiza\u00e7\u00e3o, mas sempre ficava pensando \u2018ser\u00e1 que vai ser poss\u00edvel? \u2019. At\u00e9 que fui!\u201d, relembra Cleise.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa ida foi justamente a um local que \u00e9 considerado um templo das artes: Barcelona, na Espanha. Durante dois anos, Cleise viveu e respirou arte em todos os cantos da capital catal\u00e3, terra de museus e refer\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cBrinco que essa foi a minha p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. A inten\u00e7\u00e3o era mesmo fazer uma p\u00f3s, mas cheguei sem qualquer dinheiro, ent\u00e3o foi tudo no improviso. Mas n\u00e3o poderia ter aprendido de uma forma melhor, pois foi onde peguei refer\u00eancias, conheci museus com obras de Salvador Dal\u00ed, Picasso, Joan Mir\u00f3 e muitos outros. Foi o local certo para expandir meus conhecimentos\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A experi\u00eancia na Catalunha n\u00e3o foi suficiente para Cleise, que ansiava por mais conhecimento. \u201cDurante muito tempo tive dificuldades para me comunicar, n\u00e3o conseguia conversar e entender as pessoas, at\u00e9 que descobri que eu poderia fazer isso pelos meus desenhos, porque me aproximava das pessoas por meio deles\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para conseguir esse avan\u00e7o, foi novamente correr pelo mundo \u2013 ou melhor, navegar. \u201cTrabalhei, ent\u00e3o, como fot\u00f3grafa de cruzeiros de navio. Como sempre gostei de imagem, composi\u00e7\u00e3o, tudo ficou muito pr\u00f3ximo. Isso sem contar a mistura de culturas, os povos totalmente diferentes e como tornar isso um objeto de arte\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Volta \u00e0s ra\u00edzes<\/strong><br>Ap\u00f3s tantas viagens, culturas distintas e misturas, Cleise expandiu ainda mais o pr\u00f3prio ba\u00fa de refer\u00eancias. Em 2010, conheceu o atual esposo, que \u00e9 da Indon\u00e9sia, e mudou-se para o pa\u00eds, onde, finalmente, empregou como profiss\u00e3o a pintura e passou a consolidar-se como artista.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cFoi l\u00e1 que comecei a desenhar sem parar. Foi o momento em que uma porta se abriu e eu passei a expor os meus trabalhos, vender e realmente mostrar para que outras pessoas enxergassem. Foram anos de busca at\u00e9 criar a coragem de fazer e viver de pintura\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na Indon\u00e9sia, mesmo t\u00e3o longe, notou que tudo era muito familiar, como se estivesse perto de casa. Filha de m\u00e3e paraguaia, percebeu diversas semelhan\u00e7as entre o povo guarani e o povo indon\u00e9sio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cTudo era muito parecido com o Paraguai. A pele, o sotaque, que me lembrava do guarani. Tudo remetia ao que vivi desde quando era crian\u00e7a, com a minha fam\u00edlia. Pesquisei mais e descobri toda essa conex\u00e3o, como os povos ind\u00edgenas, o que me influenciou diretamente naquilo que se tornou caracter\u00edstico em minhas artes\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nos trabalhos, o significado \u00e9 muito mais importante do que a forma utilizada para empreg\u00e1-la. \u201cEu nunca quis buscar um estilo, marcar meu trabalho como uma coisa s\u00f3. Para mim vale muito mais a experi\u00eancia do sentimento e conex\u00e3o com o espectador. Se eu fosse identificar algo, seria a sutileza feminina, que eu uso como uma refer\u00eancia para a terra, como fertilidade e a grandiosidade dessa figura. Algo como fragilidade e for\u00e7a\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro detalhe marcante s\u00e3o as cores vibrantes, que se misturam e mostram como o mundo e situa\u00e7\u00f5es adversas podem ser enxergadas por perspectivas distintas e curiosas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201dEu usava muito o preto e branco nas obras, quase todas eram assim. Mas na Indon\u00e9sia tudo \u00e9 muito colorido, ent\u00e3o n\u00e3o tinha forma de ficar alheia a isso. Eles valorizam muito essas situa\u00e7\u00f5es. At\u00e9 brincamos que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel saber quando est\u00e1 acontecendo um vel\u00f3rio ou um casamento, pois tudo tem muita cor e celebra\u00e7\u00e3o. Aprendi a enxergar que tudo \u00e9 composto por etapas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Construir um local melhor<\/strong><br>Ao lado de amigos e pessoas interessadas em destacar ainda mais a cultura local, criou a Casinha Laranja, um espa\u00e7o aberto para que pessoas de todas as idades pudessem conhecer e expor trabalhos sem o medo de n\u00e3o serem vistas. O espa\u00e7o fica na Rua Irlan Kalichewski, 404 &#8211; Vila Yolanda, e \u00e9 aberto ao p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cQuando eu voltei para Foz, encontrei um espa\u00e7o bacana para mostrar o meu trabalho na Feirinha da JK, onde muita gente me enxergou e se interessou. Mas precis\u00e1vamos de mais espa\u00e7o, um local em que a Cleise de 15 anos, por exemplo, pudesse se sentir acolhida. Por isso iniciamos a galeria, para abrir a artistas novos e fazer o que faltou na minha \u00e9poca\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sobre o futuro da arte em Foz do Igua\u00e7u, Cleise enxerga com otimismo as mudan\u00e7as que a influ\u00eancia de uma nova gera\u00e7\u00e3o na cidade, com estudantes e cada vez mais interesse p\u00fablico para consumir esses objetos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA arte precisa ser ativa, tem que ser feita todos os dias, pois os conhecimentos s\u00e3o di\u00e1rios. Quem n\u00e3o conhece os benef\u00edcios que ela traz, n\u00e3o sabe o que est\u00e1 perdendo. A arte me trouxe autoconfian\u00e7a, algo que eu sei que ningu\u00e9m vai me tirar. Isso \u00e9 algo que muitas crian\u00e7as tamb\u00e9m precisam. Na verdade precisamos, mais do que nunca, da arte\u201d. (PMFI)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com experi\u00eancias internacionais, como Espanha e Indon\u00e9sia, a artista aproxima diversas culturas em telas \u00fanicas<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6412,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11],"tags":[227,714,802,883,1391],"class_list":["post-6408","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artistas-do-iguacu","tag-artista-do-iguacu","tag-foz-do-iguacu-destino-do-mundo","tag-home","tag-itaipu-binacional","tag-sutilezas-do-mundo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/silvanacanal.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6408","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/silvanacanal.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/silvanacanal.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/silvanacanal.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/silvanacanal.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6408"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/silvanacanal.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6408\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/silvanacanal.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6412"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/silvanacanal.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6408"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/silvanacanal.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6408"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/silvanacanal.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6408"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}