{"id":10208,"date":"2022-03-21T15:19:09","date_gmt":"2022-03-21T18:19:09","guid":{"rendered":"https:\/\/silvanacanal.wordpress.com\/?p=10208"},"modified":"2022-03-21T15:19:09","modified_gmt":"2022-03-21T18:19:09","slug":"terra-ja-vive-a-sexta-extincao-em-massa-e-desta-vez-os-dinos-somos-nos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/silvanacanal.com.br\/index.php\/2022\/03\/21\/terra-ja-vive-a-sexta-extincao-em-massa-e-desta-vez-os-dinos-somos-nos\/","title":{"rendered":"Terra j\u00e1 vive a sexta extin\u00e7\u00e3o em massa e, desta vez, os dinos somos n\u00f3s"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><em>Dinossauros foram extintos h\u00e1 66 milh\u00f5es de anos, em evento provocado por mudan\u00e7as clim\u00e1ticas globais<\/em><\/h4>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">\u201c<em>A gente tem elementos suficientes para caracterizar o atual momento como uma extin\u00e7\u00e3o em massa. Assim como as outras [cinco extin\u00e7\u00f5es em massa], h\u00e1 eventos de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas globais muito abruptas num intervalo relativamente curto de tempo. A diferen\u00e7a \u00e9 que nesta atual o principal causador seriam as emiss\u00f5es de carbono e outras transforma\u00e7\u00f5es ambientais causadas pelo homem\u201d<\/em>, afirma o bi\u00f3logo e docente da UNILA, Hermes Schmitz, que tamb\u00e9m coordena o projeto de extens\u00e3o Clube da Evolu\u00e7\u00e3o. Para ele, al\u00e9m de causador, o ser humano tamb\u00e9m pode ser a principal v\u00edtima da sexta extin\u00e7\u00e3o em massa do planeta. <em>\u201cO que a gente aprende com as extin\u00e7\u00f5es em massa \u00e9 que animais grandes, que demandam muitos recursos, s\u00e3o muito vulner\u00e1veis. Como foram os dinossauros. E como somos n\u00f3s. Talvez a diferen\u00e7a [com as demais extin\u00e7\u00f5es] seja a nossa pr\u00f3pria extin\u00e7\u00e3o.\u201d<\/em><br><br>Schmitz explica que extin\u00e7\u00e3o em massa s\u00e3o <strong>\u201cepis\u00f3dios extraordin\u00e1rios\u201d,<\/strong> onde h\u00e1 uma taxa elevada de extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies, em todo o planeta, e em um intervalo de tempo relativamente curto do ponto de vista geol\u00f3gico, o que pode chegar a milhares de anos. As cinco extin\u00e7\u00f5es em massa estabelecidas pela ci\u00eancia foram causadas por fen\u00f4menos naturais que desencadearam mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Cen\u00e1rio diferente do que se observa atualmente. \u201c<em>Hoje, o que n\u00f3s estamos fazendo \u00e9 emitir uma grande quantidade de carbono [um dos gases do efeito estufa] na atmosfera. Isso leva a mudan\u00e7as clim\u00e1ticas globais muito r\u00e1pidas em que formas de vida n\u00e3o t\u00eam como se adaptar. Concomitantemente a isso, temos altera\u00e7\u00f5es do uso do ambiente, desmatamento, mudan\u00e7as da paisagem muito r\u00e1pidas. J\u00e1 temos um certo consenso de que as taxas de extin\u00e7\u00e3o atuais, pelo menos nas \u00faltimas d\u00e9cadas, j\u00e1 s\u00e3o muito superiores do que taxas normais e j\u00e1 atingem plantas, animais vertebrados e invertebrados, ecossistemas terrestres e aqu\u00e1ticos e o mundo inteiro.\u201d<\/em><br><br><strong>O fim dos dinos<\/strong><br><br>A <strong>extin\u00e7\u00e3o dos dinossauros <\/strong>\u2013 e com eles, da maior parte da vida na Terra \u2013 h\u00e1 66 milh\u00f5es de anos, ao contr\u00e1rio do que ocorre hoje, teve causas naturais. \u201c\u00c9 claro que a queda do meteoro causou uma grande destrui\u00e7\u00e3o na \u00e1rea de impacto, mas nem tudo foi extinto por isso. Na verdade, a queda do meteoro desencadeou uma crise clim\u00e1tica global\u201d, explica o pesquisador. A Terra foi encoberta pela poeira provocada pelo impacto do meteoro, gerando uma cadeia de eventos, como o resfriamento intenso do planeta. \u201c\u00c9 o que a gente chama de inverno de impacto\u201d, explica o docente. \u201cProvavelmente, os dinossauros e todos os outros da sua \u00e9poca morreram de frio, de fome, no escuro. Um cen\u00e1rio desolador.\u201d<br><br>A hist\u00f3ria dos dinossauros \u00e9 contada por meio dos f\u00f3sseis que s\u00e3o encontrados em diferentes partes do mundo. \u201c\u00c9 um dado impressionante, no s\u00e9culo 21 foram descobertos mais f\u00f3sseis de dinossauros do que em todo o resto da hist\u00f3ria\u201d, enfatiza o pesquisador. Esses novos f\u00f3sseis permitiram saber, entre outros dados, que dinossauros tinham penas. \u201cTemos f\u00f3sseis com penas [impressas]. Isso traz evid\u00eancias contundentes de que, pelo menos, grande parte dos dinossauros tinham o corpo coberto de penas.\u201d<br><br>Schmitz \u00e9 enf\u00e1tico ao responder negativamente sobre a possibilidade de recria\u00e7\u00e3o de dinossauros a partir de DNA. \u201cTemos um grande avan\u00e7o da biologia molecular, da gen\u00e9tica, inclusive da obten\u00e7\u00e3o de DNA f\u00f3ssil em alguns casos. Os dinossauros s\u00e3o muito antigos para terem preservados DNA de qualidade. N\u00e3o h\u00e1 como recuperar\u201d, explica. Existem animais e plantas que viveram mais recentemente e que t\u00eam o DNA j\u00e1 sequenciado, como os mamutes. \u201c\u00c9 uma escala de tempo muito diferente da dos dinossauros. Estou falando de uma escala de tempo de alguns milhares de anos e n\u00e3o de milh\u00f5es de anos.\u201d<br><br>Apesar da possibilidade de recria\u00e7\u00e3o de animais extintos, Schmitz ressalta que \u00e9 preciso avaliar qual o objetivo. \u201cA gente tem que perguntar, como cientistas, o que \u00e9 que a gente vai fazer com isso, com esse animal sendo trazido de volta a vida.\u201d Para ele, essa recria\u00e7\u00e3o pode ser interessante para pesquisas, mas a reintrodu\u00e7\u00e3o de um mamute na natureza, por exemplo, n\u00e3o teria sentido. \u201cO habitat natural n\u00e3o existe mais. O mundo moderno n\u00e3o \u00e9 mais o mundo do mamute ou dinossauro.\u201d<br><br><strong>Os latino-americanos<\/strong><br><br>A Am\u00e9rica Latina \u00e9 um local bastante rico em dinossauros, diz o pesquisador, lembrando que os mais antigos \u2013 230 milh\u00f5es de anos \u2013 foram encontrados na Argentina (herrerasauro, eoraptor) e no Brasil, especificamente no Rio Grande do Sul (estauricossauro). \u201cSustenta a ideia de que talvez os dinossauros tenham surgido nos continentes mais ao sul como a Am\u00e9rica do Sul e a \u00c1frica, e da\u00ed se espalhado para o resto do mundo.\u201d A Am\u00e9rica do Sul tamb\u00e9m abriga candidatos a maior dinossauro, como o argentinossauro, mas esse \u00e9 um t\u00edtulo ainda em disputa.<br><br>Quase todos os pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul t\u00eam seus dinossauros, comenta o professor. Na Bol\u00edvia, pode ser encontrada a maior concentra\u00e7\u00e3o do mundo de pegadas de v\u00e1rias esp\u00e9cies de dinossauros. No Brasil, o Tri\u00e2ngulo Mineiro, o interior de S\u00e3o Paulo, e o Nordeste s\u00e3o os principais locais onde j\u00e1 foram encontrados f\u00f3sseis de dinossauros. <br><br><strong>Saiba<\/strong>&nbsp;<strong>mais<\/strong><br>Para saber mais, assista ao v\u00eddeo com a entrevista completa de Hermes Schmitz&nbsp;Schmitz sobre os dinossauros (<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/bit.ly\/dinos_unila\" target=\"_blank\">https:\/\/bit.ly\/dinos_unila<\/a>) ou acompanhe as redes sociais do projeto Clube da Evolu\u00e7\u00e3o:<br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.clubedaevolucao.com\/\" target=\"_blank\">https:\/\/www.clubedaevolucao.com\/<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.instagram.com\/clubedaevolucao_unila\/\" target=\"_blank\">https:\/\/www.instagram.com\/clubedaevolucao_unila\/<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/clubedaevolucao\/\" target=\"_blank\">https:\/\/www.facebook.com\/clubedaevolucao\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Da assessoria<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dinossauros foram extintos h\u00e1 66 milh\u00f5es de anos, em evento provocado por mudan\u00e7as clim\u00e1ticas globais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":10210,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1779],"tags":[714,802,883,887,1470],"class_list":["post-10208","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-estudos-projetos","tag-foz-do-iguacu-destino-do-mundo","tag-home","tag-itaipu-binacional","tag-itaipu-turismo","tag-unila"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/silvanacanal.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10208","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/silvanacanal.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/silvanacanal.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/silvanacanal.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/silvanacanal.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10208"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/silvanacanal.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10208\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/silvanacanal.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10210"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/silvanacanal.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10208"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/silvanacanal.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10208"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/silvanacanal.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10208"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}